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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Por que eu escrevo?



Sempre me fiz essa pergunta: qual o meu objetivo com tudo isso?

Fama?! Não, creio que ser famoso nunca foi algo que almejei tanto na vida, nunca fui famoso e sempre tive uma vida boa. Por que hei de querer ter agora? O objetivo de um escritor não deveria ser a fama. Claro, nada de mal ela faz, no entanto a ganância sobe a cabeça e prejudica o caráter em muitos, dependendo da pessoa. Fama não é e nunca foi meu ponto principal, até porque o holofote não combina comigo. E convenhamos, nem sabemos se nossa obra será publicada, mas como tenho otimismo o suficiente, acredito que sim. Pode ser contraditório, mas otimismo só não basta, tem que ser realmente bom.

Dinheiro?! Aqui no Brasil se você tem o sonho de ganhar dinheiro por suas obras e viver disso, aconselho que nunca comente com outro escritor mais famoso, pois ele irá rir achando que é piada e vai perguntar quantas obras já tem publicada em seu nome, se nenhuma, você está muito atrasado para viver disso. Desculpe por ser rude, mas ganhar dinheiro com livro aqui no Brasil é extremamente difícil. Nós escritores (por mais que sejamos aspirantes e um mero novato) somos poucos valorizados pelo que fazemos. Para viver disso só quando a velhice já estiver à porta nos esperando e nossas obras serem bem conhecidas. Claro, tem as poucas exceções em que uma obra vira sucesso da noite para o dia e o escritor ganha algo bem considerável, mas ai a obra tem que ser muito boa entre alguns outros fatores. Então a pergunta já está respondida, dinheiro também não é o foco, não quer dizer que eu esteja rejeitando, dinheiro que vier estou aceitando, mas não espero aquela fortuna vindo para mim na primeira obra que crio, ficarei contente de pelos menos receber pela criação que fiz, pois na velhice quero sim viver de minhas obras.

Que meu livro vire um filme?! Para eu querer que minha obra vire um filme, meu objetivo iria subconscientemente acarretar os dois à cima, e a possibilidade de uma obra literária virar um filme é muito difícil, ainda mais alguém desconhecido como eu. Obviamente seria muito bacana ver as palavras se transformarem em ações nos telões, mas se eu quisesse fazer um filme, eu escreveria um roteiro, não um livro.

Eu pensei muito sobre essa pergunta e a poucos dias me respondi e agora compartilho com vocês. 

Eu sempre gostei de ler, desde criança fascinado pelas histórias nos gibis, principalmente Turma da Mônica que era o meu favorito. Ler virou um dos meus hobbys quando era mais novo e a leitura me levava a um lugar que eu queria estar, um lugar sonhava poder viver, onde a magia existia, onde a fantasia era real, pelo menos na minha imaginação.
E agora eu escrevo, junto com meu amigo, para dar esse tipo de fantasia á outras pessoas, compartilhando minha fantasia com eles, onde certas coisas existem porque eu quero.
Eu escrevo porque gosto e me divirto escrevendo minha história. Enquanto escrevo ao mesmo tempo leio algo que eu criei e isso me agrada de uma maneira descomunal, mas o maior prazer para mim seria entrar no ônibus e ver alguém lendo meu livro, gostando ou não, mas prefiro que esteja gostando. Meu prazer em escrever é ver que as pessoas estão lendo e que futuramente possam ler outras obras minhas, que vivam um pouco do meu mundo.
Por mais que não gostem e me reconheçam na rua e falem que meu livro é horrível eu vou responder “Obrigado por ter lido!”, lógico que ficarei abalado, mas isso é o de menos, dependendo do que aquela pessoa disser, no próximo livro poderei fazer melhor.

Nós terminamos nossa obra (eu e o Gabriel) e em breve estaremos encaminhando para as editoras. Espero que alguma delas aceite, e por mais que não seja aceito não se pode desistir, lembre-se que J. K. Rowling foi rejeitada por várias editoras diferentes.
Para futuros escritores como nós, espero que tenham um objetivo como o nosso. Não tentem almejar demais para não dar com a cara no chão na primeira rejeição que tiverem e logo após desistir dessa maravilhosa carreira por uma simples bobagem como essa e também não almejem de menos achando que nunca vão conseguir nada mesmo, além de não fazer bem se você não acredite em si mesmo, no que você acredita?
A vida sempre foi e sempre será a base da tentativa e erro, e assim vai ser em tudo que fizermos, podemos acertar na primeira? Sim, podemos. Mas se não, tente outra vez, temos tempo de sobra na vida para isso.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Revendo pensamentos: Críticas

Quando você leu Crítica, já deve ter pensado, "Vai falar mal de alguma coisa". Não. As pessoas tem um mal exemplo da palavra 'crítica'. Sempre que alguém lhe fala, "Vou fazer uma crítica sobre você!", qual a sua atitude "Já tá querendo me julgar." 
Sim, de fato uma crítica é um julgamento, mas esse julgamento tem duas caras. Todos veem a crítica como algo desfavorável, negativo, procurar defeito, achar erro. Tanto que sempre ouço falar, "Tão me criticando" como algo horrível. Bem, eu não concordo com esse tipo de pensamento. Por mais que ela esteja sendo utilizada apenas para esse âmbito eu acredito que possamos reaver isso. 
Para que melhor entendermos o que quero dizer, vejamos a definição no dicionário (da porto editora):

Crítica - 1. Arte de julgar uma obra de caráter intelectual, artístico ou literário.
              2. Apreciação de uma criação intelectual, artística ou literária; julgamento; análise.
              3. Juízo moral ou intelectual.

Veja que há uma contraditoriedade no próprio dicionário. Como falei antes, esse julgamento tem duas caras. O julgamento pode ser tanto bom como ruim por um juízo moral; Apreciação; análise.
Perante a opinião de um outro aquilo que você fez pode ser bom ou ruim, mas a crítica está somente sendo usada para coisas ruins. E se essa outra pessoa te dá uma opinião bem estruturada por mais que seja boa ou ruim, isso é uma crítica, uma opinião com valor onde você possa ver os pontos positivos e negativo daquilo que você fez e cabe você decidir se aceita ou não aquilo que o outro lhe disse. Se você nunca aceita uma crítica bem estruturada, você é um péssimo ouvinte.
A crítica, com teor ambíguo (pontos positivos e negativos) como teria que ser, deve de ser absorvido e você deveria se espelhar nisso quando for arrumar aquilo que já fez ou nos próximos que irá fazer. E claro, não tem como você se espelhar 100% no que te falam, pois é muito difícil agradar a todos.
Tente escutar aquilo que te falam, se não concorda argumente de forma saudável mostrando o porque o outro está errado. A opinião dos outros não são irrelevantes, muito pelo contrário, nos tornam melhor.